sexta-feira, 30 de março de 2012

[Folk Death Songs] Mariee Sioux - 2007 - Faces in the Rocks



Excepcional disco de folk, a descendência indígena da moça fica evidente nos arranjos e na temática. Hoje em dia a palavra "folk" foi meio banalizada, até Jack Johnson ou Matt Costa viraram folk. Falta Igreja Evangélica do Reino de Deus no coração da rapazeada.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

[Folk Death Songs] Mirel Wagner - 2011 - Mirel Wagner




Por que fazemos música? Alguns rapazes invariavelmente aprendem a tocar certo instrumento pelo fator feminino que vem envolvido, o cara tocando guitarra tem o mesmo efeito do cara tocando um dildo gigantesco. É latejante, como se estivessem em um ponto acima na evolução, aprenderam a socar a mulher mais forte antes de levá-la até alguma caverna. Passando por esse nível imbecil da coisa, temos a explicação do lado negro humano. Cantamos pra não nos enforcamos com nossas palavras. Celebramos nossos sentimentos arcaicos. Dançamos nossa melodia desgovernada e idiotizada por reprises de talk show, programas evangélicos, barba parecendo pentelho no rosto e surfe. Podíamos ter sido grandes, mas não fomos, então por que não expressar isso?

Proveniente da Finlândia, a Mirel Wagner conseguiu em nove músicas ser tão expressiva sem manifestar qualquer expressão. Suas músicas são de um desapego emocional profundo, que ao mesmo passo contrasta e combina com as letras bucólicas. Os temas já foram explorados, porém é refrescante ver tamanha honestidade e crueza. Os sons do disco são todos da voz ou do violão da intérprete e o espaço aberto no som é mais pesado do que qualquer outro artifício seria na tentativa de alcançar o mesmo efeito. Menos é mais, rapazeada. Fazemos música porque ocasionalmente acertamos de uma forma tão sublime ao modo que o motivo nunca precisa ser realmente conhecido.

segunda-feira, 26 de março de 2012

[Folk Death Songs] Hallock Hill - 2011 - The Union



Série de 10 dias com discos desconhecidos e opressores de folk. The Union é um belo exemplar de American Primitivism, com um elegante toque acústico e melodias oblíquas.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Zoo Kid - 2010 - Out Getting Ribs



Okay, subir uma música parece um truque realmente barato, mas, porra, esse rapaz tinha 16 anos quando compôs essa música. Essa guitarra foi criada por um magrão de 16 anos. Chega a ser obsceno. Quando eu tinha 16 anos, no entanto, estava zerando DOOM pela 89ª vez, então ainda estou ganhando.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Mos Def -1999 - Black on Both Sides




Lindo álbum. Eu costumava a ouvir bastante quando andava da casa do meu amor até o supermercado. Voava os corredores com essa maravilha, fazendo cara de feeling. Verão, então sempre quente, mas era bom sair e saber que ao voltar ela ainda estaria lá. Então associei esse disco àqueles dias, como tantas outras coisas. E “Ms. Fat Booty” é a melhor música “romântica” no hip hop e o final é espetacularmente engraçado.

terça-feira, 20 de março de 2012

Meshuggah - 2007 - Koloss




Shadow of the Colossus é o jogo mais poético já feito. O seu personagem chega a um templo com sua amada morta em braços, joga-a sob um altar e começa a conversar com Deus. Sua tarefa é matar os 16 Colossus que vivem nessa terra, assim Ele reviveria sua amada. Premissa extremamente japonesa, mas se torna verdadeiramente universal com o desenrolar do jogo. Os monstros não querem te atacar, eles não te fazem mal e matá-los é um ato até certo ponto cruel. Eles estão lá na sua natureza, você é o elemento estranho. Em muitos modos, você é o vilão. A pele de seu personagem fica cada vez mais pálida, o propósito fica cada vez mais esquecido à medida que você mata mais e mais desses monstros nessa terra inabitada. Não há outras batalhas além dessas 16, não há interação com nada, o mundo é enorme e vazio. Desolador. A chegada ao último Colossi é dramática e triste e após derrotar esse último “inimigo” vem o ato final do jogo, uma das coisas mais bonitas e melancólicas já realizadas. O jogo te consome, eu ficava cansado após cada batalha. Saiu em HD agora no Playstation 3 e eu daria qualquer dedo do pé pra poder jogar assim, é uma experiência que não deveria ser perdida por ninguém. Ficar no ombro de um desses gigantes algumas muitas vezes maior do que você é o tipo da coisa que não pode ser definida de outra forma além de “Caralho!”.

Algumas obras só podem ser definidas assim, sua admiração chega num ponto em que racionalizar seria um erro. Mais de 20 anos de carreira e os suecos do Meshuggah ainda extrapolam com força essa barreira. As músicas no Koloss são pesadas, carregadas, cobertas de ódio ignorante e melhor executadas do que 98% das outras bandas consegue sequer imaginar. Não é o melhor álbum da banda e nem precisa ser. Ao longo da duração do álbum você entra naquele mundo e esquece completamente de como é o seu. É a alienação glorificada, é um tratado de amor ao homem das cavernas. Se certas coisas são elefantes na sala, o Koloss é um mamute no seu cu. Talvez essa não seja a figura de linguagem que eu queria. Assim como o SOTC te captura com sua poesia e beleza, o Koloss te prende justamente no oposto disso. Caralho!

segunda-feira, 19 de março de 2012

The Field - 2007 - From Here We Go Sublime




Eu não lembro o ano, mas foi em uma cidade serrana do Rio do Janeiro. Meus pais estavam visitando a casa de alguns amigos, nenhum detalhe ficou marcado na minha cabeça. Em algum determinado ponto, eu fiquei triste com alguma coisa e andei pra tentar esquecer. Noite escura, faminta, nenhuma estrela até aonde a vista alcançava. Sentei na grama e me senti ofegante e percebi que saía fumaça da minha boca. Estava frio. Sendo do Rio de Janeiro, tropical província onde todos os dias são lamentavelmente quentes, você não conhece o frio.  A lua nunca pareceu tão solitária quanto ali, esquecida enquanto todos se aqueciam em qualquer lugar distante dela. Senti-me como um lobo perdido e ainda assim tão conectado com tudo ao meu redor.

A exploração de texturas como sinfonia feita pelo sueco Alex Willner sob o nome The Field parte do princípio de conseguirmos correlacionar com algo que não conhecemos. É a prova da existência de algum Deus, quando sabemos de merda que simplesmente não sabemos. Nenhuma igreja ou culto ou ciência capturou esse momento. É elusivo em sua natureza, ignorado ao ponto que virou uma suposição. Eu encontrei a garota dos meus sonhos naquele dia frio no píer, com meu pouco casaco e o vento em seu rosto. Ela andou até mim, com seu cachecol e câmera no pescoço, com sua timidez charmosa. Tão único momento, tão conhecido por milhões de pessoas. Toda nossa literatura é carregada com histórias como essa, mas aquele instante pintado como um quadro em seu tempo pareceu uma invenção de uma nova linguagem. Tudo já foi feito só pra ser feito de novo, começando do zero. Pinturas de caverna na nossa genética, desesperos e glórias, sucesso e fracasso, a singularidade de cada história, cada indivíduo. Daqui nós só podemos ir para o Sublime.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Pygmy Lush - 2008 - Mount Hope




A beleza de não ter preconceitos com música e baixar tudo que aparece na frente reside em não lembrar metade da sua coleção. Metade talvez seja um tanto generoso comigo. Eu preciso conhecer umas cinco vezes uma banda antes de realmente conhecê-la e mesmo assim não é garantido que eu esqueça. É uma forma de passar o tempo, tipo campo minado ou Duke Nukem 3D.

Uma dessas bandas redescobertas por mim foi o Pygmy Lush, projeto paralelo da rapazeada do pg. 99. Álbum tremendamente interessante, fazendo um folk lo-fi sutilmente violento e melódico ao mesmo tempo. Excelente produção, boas composições, num geral belo disco que tem uma tendência a passar despercebido. Linda capa, por sinal.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Phèdre - 2012 - Phèdre







Hello, my name is Michael Dudikoff and you surely remember me from my smash hits American Ninja, American Ninja II and American Ninja 587: Alzheimer Strike Back. It’s been awhile since any of you fuckers showed up in the ole cinema for my new shit, I have been doing mightily well however, I got a role in the new adult version of the Power Rangers series, entitled Power Fucking Rangers. Things are a-pimping, can’t complain about anything. But yet, when the night is quiet and the restless young heart is beating without rhythm, I force myself to some of that new stuff. I love me some disco thingy, all with those beautiful and delicious synthesizers. This new album from new band Phèdre brings the hard to my dong like no other could since before Prince wasn’t known as the artist. The melodies are always bittersweet and romantic, very remarkable. The hip hop bits don’t work out as nicely, but nothing on the world can be perfect, not even my oeuvre.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sleep Party People - 2010 - Sleep Party People



Somos todos apegados a símbolos, é o que mantém as igrejas vivas até hoje. Eu tinha medo do Chico Cheese no Rio de Janeiro, entraria em pavor extremo na Disney com o Mickey. Sou assim, algo sobre adultos em fantasias de rato me causa um tremor inteiro gigantesco. Meio como Fanta Laranja Light, você só sabe se tomar, porra! Metaforicamente, no entanto, parece uma forma apropriada de enxergar o mundo: uma série infinda de fantasias de rato, não é o que somos? Não é o que é uma mulher dançando de biquíni na TV? Não é a mera existência do Rodrigo Faro? Ana Maria Braga? Deus, debates políticos, quem assiste debates políticos? Somos grandes demais pra isso tudo, nossa resposta é alienação absoluta no seu estágio mais extremo. Passamos nosso dia aprendendo quem corneou quem nos programas vespertinos e a noite algum idiota ainda vêm na internet gritar o quanto somos alienados. É a nova religião, os novos caminhos inescapáveis que levam ao inferno.

O que sobra, como dizia um amigo meu que fez faculdade de direito e estudou anos pra chegar nessa conclusão, é o resto. É a máscara de coelho do produtor dinamarquês responsável pelo Sleep Party People. “It’s not your fault, it’s my own fault, I’m not human at all, I’ve got no heart”, ele apela e todos nós perdemos. Se o Chico Cheese falasse isso pra mim talvez eu correlacionasse ao invés de só temer pela minha virgindade anal. No final do dia, que espaço existe pro símbolo que somos? Até onde alguém precisa ser alguém e não sua máscara? Até onde a música está ligada num culto à personalidade enfadonho? Por que ainda existem cantores de jaqueta de couro gritando decadência e rebeldia no rock and roll uns 40 anos depois disso ter perdido qualquer relevância? Estou velho. Caminhamos pelo vale da autoparódia diariamente, por que ir sem a companhia de um isolamento instantâneo? De agora em diante, meu nome artístico é Great Gonzales, quero ser interpretado pelo Steven Seagal trajando fantasia de Zorro.

terça-feira, 13 de março de 2012

The Men - 2012 - Open Your Heart




Quando eu tinha uns 12 anos comprei dois discos no mesmo dia: International Super Hits, do Green Day, e There Is Nothing Left to Lose, do Foo Fighters. O primeiro disco virou audição obrigatória naqueles dias selvagens de picardias juvenis onde eu escrevi a letra de Basket Case em torno da sauna do meu prédio. Meus dias eram divididos entre jogar Mario, ouvir esse disco e conversar merda com o guardião da piscina do Queen Anne. Sim, os sofrimentos do artista enquanto jovem são menos sensuais do que o esperado, eu não discutia Bukowski de paletó num bar. Ainda bem por isso, há lições que somente um encanador gordinho com pinta de Ron Jeremy pode te ensinar. O disco do Foo Fighters, no entanto, não me prendia. Gostava de 2 músicas, o resto parecia versões pioradas dessas 2 se misturando em uma grande massa calórica de guitarras e vocais faux garage rock. Porra, Green Day era menos genérico do que isso, quão absurdo nós conseguimos ser ocasionalmente? Depois, comprei meu ao vivo duplo do Iron Maiden e não mais perdi tempo com essas frivolidades.

Onde estava The Men nesses dias? O seu som irresistível e adolescentesco teria feito maravilhas comigo naqueles dias. Talvez eu os associasse a Mario 64 ao invés de Beck. Talvez os botassem pra tocar em meu mini system fazendo air guitar ao invés de Guns and Roses. Talvez eu não tivesse gastado 30 reais na porra do disco do Foo Fighters, valor que com a inflação hoje em dia claramente seria 1 (HUM, de acordo com o corretor do Word) milhão em barras de ouro que valem mais do que dinheiro. Punk rock seco misturado com absurdos e dementes momentos de country fazem do Open Your Heart o melhor álbum do ano até agora. Os dois primeiros trabalhos da banda já foram excelentes, só que se perdiam um pouco na testosterona excessiva da coisa. Esse novo se controla perfeitamente, é um disco que paira no ar, segurando o saco e te dando dedo do meio, mas faz isso com um élan digno de nota. Tremendo trabalho, carry on my wayward sons.

segunda-feira, 12 de março de 2012

The Knife - 2006 - Silent Shout



Imagine por um segundo um mundo melhor. Onde eu não tenho confrontos eternos com problemas de peso. Onde eu não perco o sono num susto só pra me pegar acordar tremendo. Onde não existem blogs de moda, puta merda, onde moda não existe. Onde os dias não simplesmente passam, eles ficam. Não existiria ausência de inspiração e minhas palavras fluiriam como rios seguindo estalos de dedos em qualquer ritmo demente imaginável. As horas mais longas sempre parecem curtas demais, mas os momentos, porra, os momentos são infindáveis com seus corações acelerados, pulsando inutilmente, deixando cicatrizes sem dor. Deus abençoe o mundo das propagandas de banco, três tapas na cabeça pelo dia mais longo da vida e a conta pelo amor de Jesus Cristo, nosso salvador.

Eu demorei mais do que o necessário pra ouvir The Knife. Era uma daquelas bandas que sempre parecia boa, mas não boa o suficiente que eu perderia uma noite de sofrível cover de Strokes. E o Knife é uma banda noturna, como uma coruja ou os filmes de putaria softcore do Telecine Action. Depois de um primeiro disco razoável veio um segundo espetacular, uma arte perdida realmente. Teatral passando por cima do fato do teatro ser geralmente uma abominação. Animado, mas não realmente animador. Esquisito, mas não Mônica Mattos dando pra um anão. É também a coisa mais próxima que teremos de ópera nos nossos dias, troço assim raro. Além do mais, qualquer disco que tenha a letra “I raise my hands to heaven out of curiosity, I don’t know what to ask for, what has it got for me?” merece ser ouvido diariamente. De longe um dos melhores discos do século.

sexta-feira, 9 de março de 2012

[Hermetic Garage] Comets on Fire - Discografia



Essa série não poderia realmente acabar de nenhuma outra forma, o Comets on Fire é o que há de melhor no estilo e resume o espírito das bandas que tentei trazer ao longo desses últimos 10 posts. Um maremoto de distorção, efeitos diversos e berros saídos de todos os cantos imagináveis e isso nem começa a explicar o que faz do CoF uma força tão grande no assunto. A adição do genial Ben Chasny à banda trouxe infelizmente junto consigo um profissionalismo meio chato, mas nos melhores momentos não há ninguém que veja tão nitidamente a linha que separa "extremo" de "palhaçada" como esses rapazes. Esqueça o oriente médio, Kings of Leon fazer sucesso e não o CoF é a verdadeira maior babaquice do mundo. Mas soldier on, confrades, pois isso é música pra se ouvir todo dia.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

[Hermetic Garage] Wooden Shjips e Moon Duo - Discografia



Deixe-me falar logo de início: não há banda mais legal do que o Wooden Shjips. Nenhuma outra banda consegue soar tão imediatamente cool quanto eles e seu som não é necessariamente pesado nem psicodélico, existe em algum lugar cinza e próprio entre isso. É som de road trip, pra olhar pra lua porque pro sol cega. Também subi a discografia do Moon Duo, projeto paralelo capitaneado pelo guitarrista Ripley Johnson, que é ainda mais sutil e ainda menos terrestre.

Wooden Shjips 1
Wooden Shjips 2
Moon Duo

quarta-feira, 7 de março de 2012

[Hermetic Garage] Cult of Dom Keller - Discografia



Remota banda britânica que faz um rock psicodélico no estilo do Spacemen 3, o que é sempre uma boa influência. Fica mais no "espacial" do que no pesado, boa variação pra Judas Priest ou Fábio Jr.

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terça-feira, 6 de março de 2012

[Hermetic Garage] Hypnos 69 - Discografia



Tipo raro de rock progressivo que consegue fugir quase completamente do espírito bicho grilo. Não há filosofia maconhística, não há teatro nem encenações, não há "passagens renascentistas" e seja lá o que for essa merda. O som é exatamente o que uma banda de garagem pode fazer se todo mundo tocar pra caralho.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

[Hermetic Garage] Kings of Frog Island - 2005 - Kings of Frog Island



Tremendo disco estranho, mistura de stoner rock com folk. As partes folk não são tão boas, mas o stoner é de excepcional qualidade. Bons riffs, excelente peso, tudo no lugar certo. Dois polegares apontando pra Deus.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

[Hermetic Garage] The Assemble Head in Sunburst Sound - Discografia



Oriundos da excelente cena de rock garageiro atual em São Francisco, o AHISS (nem fudendo que eu ia escrever aquele nome de novo, sinto muito) é um híbrido estranho de stoner com indie. Ainda é bastante psicodélico, mas algumas passagens beiram o acessível. Refrescante eu diria. Deve ser uma boa pra ouvir fazendo qualquer road trip, ou jogando Super Mario, o que estiver mais próximo.

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