quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Blue Sky Black Death - 2008 - Late Night Cinema
Trip hop é um nome de gênero bastante idiota, nem sei se devia ser aplicado aqui, mas acaba sendo. BSBD faz uma espécie de releitura estilizada de algumas trilhas sonoras de filmes que nunca existiram. Numa linda sinestesia, essa porra tem gosto de charuto. Um dos membros da banda vai pelo pseudônimo de YOUNG GOD, que por algum motivo me lembra a "Metal Gods" do JVDÃO, bela faixa que faz toda vida no Terra planeta água ser mais iluminada.
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Jessamine - 1994 - Jessamine
Os Estados Unidos são a principal força da música mundial, quem discorda tá brincando consigo mesmo. É aquela velha discussão entre cinema hollywoodiano e europeu, mesmo o mais fervoroso dos fãs de cinema europeu tem de reconhecer a superioridade em quantidade: há mais espaço pra filmes nos Estados Unidos, e a força criativa por trás deles tende a sempre surpreender. É espetáculo, rapazeada. Uma vez eu vi alguém falando que os EUA não tem CULTURA, eu sou do time que acha que esse tipo de coisa não se responde com qualquer argumento além de VAI TOMAR NO SEU CU PORRA. Sério. O álbum em tela faz uma leitura diferente do shoegaze, bem dissonante e desconfortável. Fiquei tão cheio de ódio que decidi não escrever mais nada, me limitarei a ocupar o sofá.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Moritz von Oswald Trio - 2009 - Vertical Ascent
Eu estou tonto por causa duma porra duma virose. Esse disco com o dildo na capa te deixa tonto também. Mas de uma forma legal, tipo aquele vídeo do cavalo correndo com 2 patas. Versão techno, kind of, daqueles discos do John Coltrane com temas espaciais.
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Top 11 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Ólafur Arnalds - 2007 - Eulogy for Evolution
No auge dos meus 21 anos, minha maior realização artística foi a foto de um amigo cabeludo editada no paint, adcionando um belo bigode. Arnalds tinha 21 anos quando gravou esse disco. Eu digo um empate técnico.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
VA - 2005 - Invisible Pyramid: Elegy Box
Box com 6 discos dedicados a diversas espécies extintas. O filão principal é folk psicodélico, drone e num geral psicodelia. Som que nasceu morto, deus abençoe. Eu posso nunca descobrir que porra faço nesse planeta, mas isso não significa que não podemos celebrar a trivialidade.
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Hallock Hill - 2011 - The Union
Surto. A manhã chega anunciando o fim de sonhos envolvendo granadas caindo acidentalmente no pessoal do Galo Frito. Pena. Tarde pela manhã quando minha consciência se nega a encarar, a visualizar o que não pode ser visto. Promessas. Cedo pela tarde o sol começa a derreter a paisagem, que desiste em cores e sensações, só para mais uma vez se provar uma miragem. Decepções. A tarde se nega a passar, enunciando semanas lentas, moribundas, sim, palavras com "bunda" no meio são sempre aplicáveis. Engatinhar. Logo pela noite o marasmo se torna físico, cortável, presente, inegável, impossível de ignorar, impássivel em amar. Avanço. A noite fecha o ciclo das temporadas na árvore mais alta do mundo, e em nossas mãos nada resta além da saudade. Saudade.
Hallock Hill é um projeto de cover do Cypress Hill. DEUS COMO EU SOU ENGRAÇADO! Hallock Hill, na verdade, é o nova iorquino Tom Lecky, que tem uma puta pinta de tiozão. Sua música se especializa na nostalgia instantânea, sons desconhecidos que rapidamente se tornam familiares. Embora em The Union, em muitos momentos, ele acabe emulando John Fahey, porra, há certamente coisas piores pra se emular do que John Fahey. É um disco bonito, frio, deslocado no tempo. Encaixa-se perfeitamente em qualquer coleção de American Primitivism decente.
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Singapore Sling
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Volebeats - 1999 - Solitude
Tear in my beer, Volebeats faz um alt-country depressivo muito bacaninha para os momentos em que está QUENTE PRA CARALHO E IMPOSSÍVEL DE SAIR NA RUA OU MESMO PENSAR DIREITO.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
John Fahey - 2011 - Your Past Comes Back to Haunt You (The Fonotone Years 1958-1965)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Bajofondo Tango Club - 2007 - Mar Dulce
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Einstürzende Neubauten
Einstürzende Neubauten, Berlim, 1980. Banda com tendências inicialmente dadaístas - repúdio pelas formas convencionais de fazer música. Foi também precursora do gênero Industrial.
Einstürzende Neubauten significa "Novos prédios desabando" e um dos seus primeiros concertos foi no interior de uma igreja velha, demolida durante o concerto.
A Einstürzende Neubauten, em todos os discos, produziu sons diversos. Reconhecida pelo som "sucata instrumental" utilizou de diversas formas antigas máquinas, correntes e pratos de metal. Mas não é simplesmente isso. O som mudou muito entre 1980 e década de 2000, instigado por uma busca da música idealmente inquieta. Ver a diferença entre os dois vídeos abaixo, separados por 20 anos:Einstürzende Neubauten, Autobahn:
Einstürzende Neubauten, Blume:
O primeiro LP Kollaps ("Recolher"), uma mistura de músicas de punk rock e ásperos ruídos industriais. Os ruídos industriais foram obtidos a partir de máquinas de self-made, música eletrônica, e objetos encontrados, tais como placas de metal. As performances ao vivo com FM Einheit na década de 1980, que se tornaram lendárias, incluíam metais batidos e destruição no palco.
A sensação de estranheza é enorme. Mistura de primitivismo e frustração futurista, quase escatológica. Os ouvidos devem ser pacientes e tolerantes. O album Kollaps (1981) é um bom disco para conhecer a banda. Entre o Kollaps e Silence is Sexy, de 2000, há uma revolução musical. Entre os dois há discos minimalistas e confusos, porém agradáveis aos ouvidos "piolho do púbis". Disponíveis aqui:
Taraf De Haïdouks - 2001 - Band of Gypsies
Roine Stolt - 1994 - The Flower King
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
VA - 1999/2000 - Swinging Mademoiselle
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Erik Satie - 1924 - Furniture Music (selected works)
Sua estranha pontuação esparsa, muitas vezes escritos sem linhas de bar em tinta vermelha são salpicadas com as instruções whimsical: "Luz, como um ovo", "Aí vem a lanterna", "Abra sua cabeça", "abafar o som", "Com espanto", "Work it out yourself", etc.
Teve grande interesse pela música medieval, na década de 1880 esboçou recaída por uma seita religio-místico-ocultista da Rosicrusianism.
Foi também precursor da música ambiente, que ele chamava de musique d'ameublement. A música ambiente era por ele levada a idéia de poder ser usada como mobília, para preencher o ambiente. Segundo ele, era uma música que fizesse parte dos ruídos naturais e os levasse em conta, sem se impor, que tomasse conta dos estranhos silêncios que ocasionalmente caíam sobre os convidados, e que neutralizasse os ruídos da rua.
Na época que se associou com o movimento cubista resultou o ballet "parade", que escreveu com colaboração de Cocteau e Picasso.
Estrambólico, ele não foi bem aceito pelo público em geral de seu tempo, apesar dos esforços por Debussy e Ravel para promover suas obras.
O ridículo de Satie:
Em seu apartamento-de-um-quarto Satie tinha dois pianos, um colocado em cima do outro, seus pedais interligados; Tinha, no mesmo quarto, uma coleção de mais de 100 guarda-chuvas; Satie, uma vez comprou 12 ternos de veludo cinza, ao mesmo tempo. Ele usou um terno de cada vez até que ficasse extremamente gasto, então ele colocava um novo; Quando ele morreu, havia 6 ternos deixados em seu quarto, junto com seus guarda-chuvas.; Quando Satie foi criticado por escrever música sem forma, ele imediatamente compôs "Trois Morceaux en forme de poire" (Três Peças em forma de pêra. Duetos de piano).
Erik Satie - Furniture Music
Nos últimos anos de vida um projeto reuniu muitas obras distintas (Furniture Music). A música Cinéma - Music from Rêlache, a primeira do album, foi sonoplastia do curta Entr'Acte, de René Clair.
Curta originalmente criado para ser exibido na pausa entre’acte (entre atos) do ballet Relâche, no Théâtre des Champs-Elysées em Paris, em 1924. Francis Picabia e Eric Satie atuam no filme, juntamente com Marcel Duchamp e Man Ray, na cena do jogo de xadrez. Cinema dito surrealista, que dialoga com questões paradoxais ligadas à lembranças, sonhos, imaginação e conta a história de uma espécie de obstinação persecutória do artista, que faz com que todos os personagens se desintegrem.
Música última do album, Vexations, é aparentemente concebida para teclado (a única página do manuscrito não especifica um instrumento). Consiste em um tema curto cujas quatro apresentações são alternativamente ouvidas desacompanhadas e tocodas com acordes altos.
A peça traz uma inscrição que diz "A fim de desempenhar o tema 840 vezes em sucessão, seria aconselhável preparar-se de antemão, e no mais profundo silêncio, por possíveis remansos graves" (Pour si jouer 840 fois de suite motivo ce, il sera bon de si preparador au préalable, et dans le grand, mais silêncio, sérieuses par des immobilités). A partir da década de 1960, este texto tem sido quase sempre interpretado como uma instrução que a página de música deve ser tocada 840 vezes, embora isso possa não ter sido a intenção de Satie.

1. Cinéma - Music from Rêlache (film by René Clair)
2. Sonnerie pour réveiller le roi des singes
3. Furniture Music, Part 1: Curtain of a Voting Booth
4. Furniture Music, Part 2: Tapestry of Wrought Iron
5. Furniture Music, Part 3: Phonic Tiles
6. Vexations (excerpt)
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
VA - 1999 - The Ghost Orchid: An Introduction to EVP
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
The Heads - 1998 - The Time Is Now
Streetlight Manifesto - 2003 - Everything Goes Numb
Cada dia que passa nos afasta mais dos nossos planos. A nostalgia da infância passa por não termos expectativa, quando não há esperança não há decepção. Uma formiga consegue carregar várias vezes o seu peso, mas ainda assim é facilmente esmagada. Que chance nós temos? Estudar, crescer, trabalhar, amadurecer. E se o que queríamos fica em segundo plano? Existe totalmente a possibilidade de ser feliz naquilo que fazemos, mas o que acontece quando o cara acorda um dia, encara o abismo e percebe que ele tá pouco se fudendo pra encarar de volta. Até o sucesso pode ser escrito com aspas, quando é bom o suficiente? E se eu nunca conseguir ganhar a vida do jeito que eu quero?
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Townes Van Zandt - 1972 - High, Low & In Between
A necessidade sobrenatural humana pela próxima novidade foi o que me motivou à criação desse blog. Em tempos aonde Steve Jobs é Jesus Cristo reencarnado, tudo passa mais rápido do que parece correto. Até criar um blog é arcaico. Vivemos num mundo aonde Rafinha Bastos tem qualquer influência sobre alguém, 2012 não pode chegar cedo o suficiente. Jornalista ama babar em fazer jornalismo 24 horas por dia, mas por quê? Por que basear sua vida em notícias imediatamente ultrapassadas? Algumas pessoas sentem orgulho em ser fãs de Tonico e Tinoco, eu já acho um bom apelido pras minhas bolas. Então pare. Respire. Jogue Super Mario RPG de Super Nintendo. Museie o céu. Odeie o cabeludo hipster tosco que sentou ao seu lado. Tente conhecer o que passa desapercebido. Veja menos palestras, ouça mais discos do Townes Van Zandt.



















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