segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Hallock Hill - 2011 - The Union



Surto. A manhã chega anunciando o fim de sonhos envolvendo granadas caindo acidentalmente no pessoal do Galo Frito. Pena. Tarde pela manhã quando minha consciência se nega a encarar, a visualizar o que não pode ser visto. Promessas. Cedo pela tarde o sol começa a derreter a paisagem, que desiste em cores e sensações, só para mais uma vez se provar uma miragem. Decepções. A tarde se nega a passar, enunciando semanas lentas, moribundas, sim, palavras com "bunda" no meio são sempre aplicáveis. Engatinhar. Logo pela noite o marasmo se torna físico, cortável, presente, inegável, impossível de ignorar, impássivel em amar. Avanço. A noite fecha o ciclo das temporadas na árvore mais alta do mundo, e em nossas mãos nada resta além da saudade. Saudade.


Hallock Hill é um projeto de cover do Cypress Hill. DEUS COMO EU SOU ENGRAÇADO! Hallock Hill, na verdade, é o nova iorquino Tom Lecky, que tem uma puta pinta de tiozão. Sua música se especializa na nostalgia instantânea, sons desconhecidos que rapidamente se tornam familiares. Embora em The Union, em muitos momentos, ele acabe emulando John Fahey, porra, há certamente coisas piores pra se emular do que John Fahey. É um disco bonito, frio, deslocado no tempo. Encaixa-se perfeitamente em qualquer coleção de American Primitivism decente.

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