Nada é maior que seu símbolo, tudo é uma metáfora esperando ser percebida. A facilidade de juntar palavras com conceitos assola toda a família humana, todos estamos bêbados na nossa própria genialidade. O século XXI produziu aparentemente uma nova profissão, o agitador cultural, versão craque Neto para a – não! Não vou falar geração Y. Sedentos por informação, nos deparamos com postagens imensas no Facebook, aonde parece ser impossível não soar condescendente. Acho que existe algo no óbvio que o torna ainda mais óbvio, é parecido com a minha patenteada ideia de criar água em pó, que faria a água ficar mais aguosa. Sinto-me velho, ultrapassado, não consigo correlacionar com porra nenhuma disso. Talvez meu cérebro tenha derretido porque eu assisti DUAS temporadas de Digimon, talvez eu não consigo ver sentido porque o problema está em mim, ou talvez eu tenha entendido antes quão difícil é montar uma metáfora por todo um parágrafo. Deus! Como disse no começo, nada é maior do que seu símbolo; nenhum agitador cultural é maior do que seu histrionismo.
Numa época onde tudo fica registrado, não apreciamos como deveríamos o mero fato de certas coisas terem sido registradas. Thomas Pynchon poderia ter dado uma cagada monstra ao invés de escrever Gravity’s Rainbow, Shigeru Miyamoto poderia ter distendido o bago esquerdo ao invés de criar Mario e salvar minha vida, eu poderia ter ficado em casa aquele dia ao invés de conhecer meu amor em Ilhota, Kurt Wagner poderia ter parado de fumar sem registrar a luta. Eu entendo que deixar de fumar é uma metáfora, sim, o primeiro parágrafo faz sentido, ele tende a fazer. Parar de fumar é bater um vício, um que faz nos matar teoricamente mais rápido do que a vida em si. Fica claro que o vício principal cantado pelo Lambchop é algum descontentamento, algo como uma agonia generalizada. E com isso, meus amigos, eu consigo correlacionar por vezes, e por outras acho só inspirador mesmo. Musicalmente, me lembra algo como um Eels misturado com Silver Jews, ou seja, dois polegares apontando sem escala pros portões do paraíso, Hosana nas alturas!

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